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Intestino saudável: uma vida plena


Na vida moderna não são poucos os motivos que podem gerar estresse, seja com o trabalho, questões mais pessoais como os relacionamentos ou questões externas como a política e calamidades que fogem ao nosso controle. A preocupação momentânea pode ser uma resposta saudável para os problemas, mas quando isso começa a alterar sua rotina, seu sono e traz nervosismo e ansiedade em excesso, está na hora de prestar atenção.

Todos têm problemas e motivos para ficarem preocupados as vezes, mas, se você se sentir extremamente preocupado, com medo na maior parte do tempo, ou se você se sentir repetidamente em pânico, você pode estar sofrendo de um transtorno de ansiedade. Se esse é o caso, estudos revelam que a resposta pode estar em seu segundo cérebro - mais precisamente, no seu intestino.

Segundo a Associação Internacional de Controle do Stress (ISMA), 72% dos trabalhadores brasileiros estão sofrendo de estresse e mais da metade da população sofre de problemas com sono e estão acima do peso ideal - determinado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Ainda em 2013, o médico americano Michael D. Gershon, da Universidade de Columbia NY, confirmou que o intestino tem seu próprio sistema nervoso autônomo, sistema esse que possui cerca de 100 milhões de neurônios. Esse sistema está diretamente interligado com a liberação dos neurotransmissores, substâncias químicas responsáveis pela comunicação entre as células nervosas.

Os chamados “neurônios intestinais” chamam a atenção também pela sua farta produção de serotonina, um dos neurotransmissores mais importante na geração de sensação de bem estar e conforto – 90% da serotonina descarregada pelo corpo é fabricada ali. Conhecida como o “hormônio da felicidade”, a serotonina é responsável pela regulação do humor, sono, temperatura corporal, apetite, ritmo cardíaco e as funções intelectuais. Quando existe carência, sua falta pode causar baixa da imunidade, mau humor, fome excessiva, dificuldade para dormir, irritabilidade, ansiedade ou mesmo depressão.

O consumo excessivo de alimentos processados e pobres em nutrientes, uma baixa ingestão de fibras na dieta, o uso indiscriminado de antibióticos e o sedentarismo podem contribuir para o desequilibro da flora intestinal. Para recuperar o equilíbrio, optar por um estilo de vida saudável, praticar exercícios físicos regularmente, remover as toxinas do organismo e manter uma alimentação natural e equilibrada, são os primeiros passos.

Em seguida é fundamental consumir alimentos prebióticos (fibras digestíveis) e probióticos (bactérias que melhoram a saúde do intestino), como iogurtes, leites fermentados, aveia, inhame, arroz integral, cebola, alho, banana, linhaça e aumentar a ingestão de água. E, caso necessário, fazer uso de suplementos específicos para saúde da flora intestinal indicados por um profissional da saúde. Uma flora intestinal saudável ajuda a eliminar com harmonia as substâncias tóxicas do organismo e acaba tornando sua vida mais leve e equilibrada.